PISA, Menino
uma ode ao Samba de Coco Raízes de Tupanatinga
É com grande alegria que partilho meu segundo livro de Poesia: Pisa, Menino. Uma ode ao Samba de Coco Raízes de Tupanatinga.
Acesse em primeira mão! O lançamento acontece no dia 19 de Abril de 2026 no Alto do Coco - Tupanantinga - PE, no aniversário da Mestra Mariquinha do Samba de Coco - Patrimônio Vivo da Cultura de Pernambuco.
Aprecie a "Apresentação do Livro" feita gentilmente pelo nobre operário e guardião da nossa cultura José Edmilson, Zé de Nica:
O surgimento do coco em nossa região remonta ao período de formação de nossa cidade, quando Tupanatinga ainda era uma pequena vila pertencente ao município de Buíque. As casas, na época, eram simples casebres de madeira e barro, conforme relatam familiares e participantes atuais do Grupo de Samba de Coco Raízes de Tupanatinga.
A história desse movimento cultural se confunde com a própria história do município — uma trajetória de resistência, mas, sobretudo, de amor à arte que o identifica: um verdadeiro fazer cultural. O Samba de Coco não é apenas uma tradição; ele transcende o tempo e revela quem somos. Constrói identidade, preserva a memória do nosso povo, une gerações e nos inspira a construir um futuro sólido, sustentado pelas raízes firmes do passado.
José Luiz Cavalcante, o nosso querido Zé Luiz do Candeeiro, nos presenteia com este livro que é mais do que uma coletânea de versos: é um registro poético da alma cultural de Tupanatinga.
Nestas páginas, o autor nos convida a mergulhar no universo do Samba de Coco Raízes de Tupanatinga e a conhecer a alma dessa cultura rica e vibrante através das asas de sua poesia. Podemos dizer que se trata de um encontro entre a arte lírica e a arte popular, mas, sobretudo, um encontro de gerações, pois o poeta é filho desta comunidade histórica e cultural.
O poeta Zé Luiz do Candeeiro dá um destaque especial à Mariquinha do Coco, como ele mesmo diz: “Soberana sem ser realeza.” Mestra que representa a força e a guarda viva da cultura tradicional e popular de Tupanatinga. Ela é o próprio coco, mas também dança o Toré, o Reisado e o São Gonçalo. Recentemente, recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, reconhecimento merecido por sua trajetória e dedicação.
A história faz justiça também a Severino Carqueijo (in memoriam), que recebeu sua merecida homenagem pelo patrimônio que ajudou a preservar, e ao jovem Manoel do Coco, que hoje carrega a incumbência de fazer o coco continuar...
Ao abrir as primeiras páginas deste livro e mergulhar nas asas da imaginação que o poeta nos oferece, é como ouvir o som das palavras transformadas em tambores e o pisar forte do chinelo no chão — após o grito do mestre:
Pisa, Menino!
Vila de Santa Clara, 10 de outubro de 2025.
Obrigado!