Poema Mátria
histórias de luta.
O ano era 2022, o lançamento do documentário Mátria Silva dirigido pela companheira Mauriene Freitas foi o destaque da Delegação da ADUEPB no 40º Congresso do ANDES em Porto Alegre - RS.
Naquela ocasião, apresentei minha poesia e música no Auditório Araújo Viana. "Salve, Jorge"! Fui tomado pelo documentário e pela força das mulheres que mataram a fome de tanta gente, fiquei absorto pela luta sindical naquele ano, fiquei encantado com Valéria Porto, Helber Tavares e a própria Mauriene Freitas, escrevi:
Mátria
Zé Luiz do Candeeiro*
Sonhei que o Guaíba
Era um mar vermelho
Chorei copiosamente
Lembrei da tortura
Da ferida ancestral
Gritei silenciosamente
Respirei a brisa do ódio
Sob o jugo da injustiça
Levantei bruscamente
Relutei me entregar
Candombe e lança
Lutei bravamente
Sonhei o mar do Guaíba
Ainda vermelho, era vida
Chorei esperançosamente
Lembrei da coragem
O vermelho em teu ventre
Gritei estridentemente
Respirei a plenos pulmões
Tu és morte eu sou maior
Levantei ardentemente
Relutei e não me entrego
Ó Matria que mata a fome
Lutei, luto e lutarei
com nossa gente.
*O Poema Mátria integrou o Editorial Carta de Porto Alegre do InformANDES/2022 - Nº 127 de Abril de 2022. 40º CONGRESSO DO ANDES-SN: A VIDA ACIMA DOS LUCROS
Acesse:
https://www.andes.org.br/img/midias/75c4e886ac979a98bbeef50167a3a88a_1651246849.pdf