Poesia
7 de maio, 2026
Guerras em tempos de paz
Eclipsando
Zé Luiz do Candeeiro
Perdi a hora
para encontrar o tempo
saí de casa
para encontrar guarida
sobreviver é da vida,
viver, não!
Poente
Zé Luiz do Candeeiro
Às vezes é sobre
ter a serenidade
para enxergar
que é sempre
questão de tempo
até tudo se ajeitar
no caos do universo.
Borboletas
Zé Luiz do Candeeiro
Diante do Altar de teus olhos,
sob a derradeira chama da lua
Leio o epitáfio de nosso amor:
“Aqui jaz o sonho
De uma vida
Com a mulher
De meus sonhos”
Ao ler,
deságua no rio
da memória
a lembrança
de que sonhei um dia
que estamos juntos.
Depois de acordar
me pergunto:
Deveras sonhei?
Ou adormecido
continuo preso,
neste sonho
onde estamos distantes?
Por isso, ainda prefiro sonhar,
que seja só um sonho.
Mas é memória,
e não se demora,
logo é hora de acordar.